IGREJA MATRIZ
“O convite do Mestre: “vem e segue-Me””.
(Mc. 10.21)
Antigamente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Arraial do Capim Branco era pequena.
Havia no seu interior um gradeado de madeira circundado a nave, onde se reunia o elemento feminino. Do lado externo, acomodavam-se os homens. No coro, as moças entoavam os hinos sacros durante as missas e as animadas novenas em homenagem à Nossa Senhora da Conceição, Santo Antônio ou ao Divino Espírito Santo.
O altar-mor era ladeado de pequenos degraus e enfeitado de anjos esculpidos em madeira. Entre eles, a imagem da padroeira em tamanho natural, a sorrir entre profusões de flores e luzes, o mês de maio lhe era consagrado. Havia os festeiros que se responsabilizavam pelas solenidades comemorativas do mês de Maria. E cada qual procurava dar maior real se a concorrência para a sua noite. Havia crianças vestidas de anjo fazendo a coroação, numa homenagem à nossa mãe e a mãe de Deus, no alto de uma minúscula janela o sino bimbalhava alegremente, chamando os fiéis o espocar dos foguetes anunciavam o início das novenas e dos terços. Jovens trajados de branco, entre e nos, espargia um pétalas de rosas sobre a imagem da Santa. A miudagem à vontade, gritava, chorava ocorria pelo recinto, enquanto os Pai-Nossos, e as Ave- Marias e as ladainhas iam sendo rezadas aos atropelos, entremeadas de frases que chamava a atenção dos pequenos.
Quando vinham os Padres nas suas desobrigas, acorriam pessoas das redondezas para tomarem parte nas cerimônias religiosas. A Alegria espalhava-se sobre o Arraial, o comércio crescia e até a natureza tomava um ar de festa.
Depois, tudo mudou. Desapareceu na voragem do tempo. O antigo coro, o púlpito, os anjinhos ladeando o altar-mor e o simpático gradil de madeira pintada de azul interpondo se entre os homens e as mulheres. Os pequenos e rústicos bancos foram substituídos por outros maiores.
Já não existe o Cruzeiro, em frente à igreja, alçando os braços para o céu. Local respeitado pelos antigos, onde você enterrava os mortos antes da construção do primeiro cemitério. Emudecer o pequeno sino, parte ativa na vida do Arraial, hora tangendo tristemente quando alguém morria, ora animando as ruidosas festas religiosas. Foi substituído por outro maior.
Igrejinha simples, caiada de branco, desprovida de conforto mas tão acolhedora. Quantas vezes, na sua penumbra, várias pessoas elevaram o pensamento a Deus suplicando-Lhes Sua Benção para aqueles a quem amam.
Mesmo na ausência dos padres, suas portas eram sempre abertas aqueles que iam orar.
A remodelação começou em 1946, com a construção das duastorres e a total modificação do seu interior. Em 1974 os sacerdotes introduziram uma aparelhagem de som que, no momento é usada nas cerimônias religiosas.
Atendendo aos novos costumes da doutrina religiosa a Santa Hóstia é depositada na palma da mão esquerda do comungante que a leva a boca pela mão direita.
Dois confessionários ladeiam a entrada principal. Do lado da torre o novo sino está sempre anunciando a hora de orar.
Na segunda gestão do prefeito Sebastião Alves Pinheiro, iniciou-se a arborização do largo da igreja agora transformada em praça.
No ano de 1977, em um dos lados da praça recebeu calçamento para facilitar a realização das missas campais e outras concentrações. O outro lado foi arborizado na gestão do doutor Adélio Martins Campos. O local tomou novas feições com a plantação de palmeiras e nova iluminação.
A Igreja Matriz foi construída em 1879.
1.ª Primeira de uma série de transformações da querida Igreja Matriz.
Reforma total da Igreja Matriz – 1976 – substituição das antigas janelas,
reforma no interior, no piso e na instalação elétrica.
Fonte: Maria Torres Gonçalves (Saga: Hunay de Ontem e Unaí de Hoje – 2.ª Edição – Ver. E Com. – Uberlândia: Editora Regência: Arte editora 2017.)
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